5 dos métodos mais usados no Brasil para emagrecer e quais funcionam


Quando o objetivo é reduzir alguns (ou vários) quilos, muitas pessoas tentam de tudo: exercícios, dietas, procedimentos estéticos, receitas caseiras, medicamentos... Mas quais abordagens são realmente eficazes, saudáveis e duradouras e quais são perda de tempo ou podem colocar sua saúde em risco?


Em uma pesquisa por e-mail do programa Vigilante do Peso, 1512 pessoas de todo o Brasil (a grande maioria mulheres) revelaram quais técnicas de emagrecimento já adotaram —responderam ao questionário associados e ex-associados do Vigilantes, assim como pessoas que nunca utilizaram o método. O VivaBem entrevistou especialistas para mostrar a você quais das 10 táticas mais usadas pelos participantes da pesquisa funcionam —as pessoas podiam escolher mais de uma opção, por isso as respostas ultrapassam os 100%.


1 - Procedimentos estéticos


São procedimentos não cirúrgicos realizados com finalidade estética —que vão desde injeções e aplicações de materiais estéticos ao uso de tecnologias, como os aparelhos de radiofrequência e criolipólise.


De acordo com Tiago Simão, cirurgião plástico e médico do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, eles são capazes de melhorar a flacidez da pele e até deixar o contorno corporal mais evidente, mas não oferecem emagrecimento efetivo. "Isso porque as técnicas só conseguem atingir a gordura subcutânea, não a visceral, que fica em torno dos órgãos e é perigosa para a saúde. Se o paciente tem alto índice dessa gordura, continuará com sobrepeso ou obeso", explica.


Além disso, mesmo que as técnicas promovam uma melhora na aparência do paciente, se ele continuar comendo alimentos poucos nutritivos e se mantiver sedentário, os resultados devem durar pouco.


2 - Acompanhamento com endocrinologista


O profissional pode identificar se o paciente tem uma doença que dificulta o emagrecimento, como o hipotireoidismo ou a deficiência de testosterona em homens. "A maioria dos pacientes que desconfia que tem alguma doença, no entanto, não possui o quadro confirmado por exames", aponta o endocrinologista Roberto Zagury.


Se há a confirmação, o médico pode receitar medicamentos que vão ajudar o paciente, que para emagrecer de forma saudável ainda deve praticar exercícios e seguir uma alimentação equilibrada.


O endocrinologista também é capacitado para identificar condições que sejam consequência do sobrepeso, como diabetes e hipertensão. Além disso, é o profissional que avalia e recomenda a cirurgia bariátrica, quando necessária.


3 - Remédios para ansiedade


A ansiedade pode, sim, levar a um ganho excessivo de peso, já que muitas pessoas com o transtorno encaram o ato de comer como um escape para os sintomas. Os medicamentos ajudam a amenizá-los, o que naturalmente leva a uma diminuição na ingestão de comida. No entanto, Luiz Sperry, psiquiatra e blogueiro de VivaBem, aponta que é necessário um diagnóstico clínico antes de usar qualquer remédio. "Muitas pessoas tomam o medicamento sem sofrer de quadros que o justificam, esperando perder peso de qualquer forma", aponta.


Além dos medicamentos, Sperry aponta que é importante que a pessoa que sofre de ansiedade —ou mesmo com os sintomas, sem diagnóstico clínico — passe por acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra."Para a compulsão alimentar, o tratamento também pode envolver um profissional de nutrição que, além de um cardápio saudável, vai estabelecer técnicas comportamentais relacionadas à alimentação", esclarece.


4 - Reeducação alimentar


Guiada por um nutricionista, a reeducação alimentar —considerada um dos métodos mais eficientes de perda de peso — ajuda o paciente a entender os benefícios de fazer melhores escolhas nutricionais, não só para o emagrecimento, mas para saúde e qualidade de vida.


"A pessoa entende que não precisa restringir radicalmente os alimentos, apenas aprender a fazer boas escolhas em determinados momentos", aponta Matheus Motta, nutricionista do método Vigilantes do Peso.


5 - Dietas restritivas


O nutricionista aponta que, para ser uma abordagem de sucesso, a dieta com restrições calóricas ou de certos grupos alimentares deve acompanhada por um nutricionista. "Isso porque o cardápio deve ser montado de acordo com as características do paciente, sem prejudicar a ingestão diária de nutrientes essenciais para a saúde. Quando é feito pelo próprio indivíduo, há grandes chances de efeito sanfona", esclarece. Isso porque, a tendência é que, após restringir um grupo de alimentos (carboidratos, por exemplo), a pessoa perca o controle e exagere ao voltar a consumi-lo —recuperando todo o peso perdido e até mais.

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